quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Delegados alagoanos vão a SP atrás de pai de Eloá

O delegado-geral adjunto José Edson de Freitas Júnior, e a delegada Luci Mônica, diretora de Informações e Estatíscas (Deinfo), levarão documentos sobre o ex-militar, que é suspeito de participação do assassinato do delegado Ricardo Lessa, crime ocorrido em outubro de 1991, em Maceió. Parte dos documentos já havia sido enviada no início da semana, via e-mail e fax, à polícia paulista.

"Além disso, vamos tentar visitar o apartamento onde Eloá foi mantida como refém, e depois morta", adiantou o delegado, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil. Segundo ele, a visita é considerada importante para que se recolham informações que possam levar a polícia à localização do pai da adolescente

Na terça-feira, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, confirmou que Everaldo Pereira dos Santos é pai da adolescente e que ele estaria usando o nome falso de Aldo José da Silva durante o período em que esteve foragido em São Paulo.

"As imagens feitas em Santo André, durante o seqüestro de sua filha, e a fotografia que a PM tem em seus arquivos mostram que se trata da mesma pessoa. Também temos a confirmação por parte de parentes do próprio foragido e o registro de nascimento de Eloá, onde consta como sendo seu pai Everaldo Pereira dos Santos", afirmou Marcílio Barenco.
Como usou documento falso ao prestar depoimento perante à Polícia Civil de São Paulo, o ex-cabo Everaldo deve responder também pelo crime de falsidade ideológica, segundo a Polícia Civil alagoana.

Redação Terra

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